De acordo o despacho de notificação do Meritíssimo Juíz do Tribunal de Comarca de Mbanza Congo datado aos 7 de agosto, que a nossa redação teve acesso, faz saber que Rafael Domingos Njamba, de 55 anos de idade, actual Director Provincial dos Antigos combatentes e veteranos da pátria na província do Zaíre, vai a julgamento amanhã, sexta-feira, 15 de agosto, pelas 9 horas na sala 2 daquela instituição de justiça.
Rafael Domingos Njamba , é acusado de ter participado na morte da sua esposa que em vida respondia pelo nome de Charlane Lussevikueno António que a data dos factos, licenciada de 29 anos de idade, residente no bairro Sagrada Esperança, municipio de Mbanza Kongo na provincia do Zaíre e grávida de 8 meses que terá sido brutalmente espancada, violada sexualmente e por fim morta com vários golpes de faca na madrugada de 10 de julho de 2023 no interior da sua residência.

A nossa fonte também informou que , enquanto os outros co-réus e irmãos da vítima, como Catarina Daniela António e Manuel António Luvumbu aguardavam o julgamento sob medida punitiva gravossa de prisão preventina, Rafael Domingos Njamba pela sua influência política, ou seja por ter ligação famailiar com o actual ministro dos Antigos combantentes e veteranos da prátria, gozou sempre a proteção do governador provincial do Zaíre, Adriano Mendes de Carvalho que o manteve no exercício das funcões durante o processo mesmo quando os indícios apontavam-no como um dos envolvidos no crime barbáro que vitimou mortalmente a sua esposa.

Ademais, o caso Charlene tal como é apelidado nos ciclos judiciais e mediáticos, embora todos os esquemas que se configuravam como corrupção judicial por parte dos magistrados locais que terão obrigado os advogados da vítima a recorrerem ao Tribunal da Relação em Luanda, tais como prazos da prisão pereventiva dolosamente esgotados e os suspeitos em liberdade – e ainda posteriormnte após o acordão do Tribunal da Relação te sido enviado ao Tribunal de Comarca de Mbanza Congo aos 6 de Junho de 2024 e o andamento do pocesso na altura supostamente encravado pelo meretitisso Juíz-presidente, Feliberto Kapunge e o Procurador da república , Aristides Pimentel podendo apenas dar-se o seu seguimento com a pressão dos advogados e da mídia, o factual é que dois ( 2) anos depois, os supostos implicados naquele crime hediondo que tinha chocado a sociedade, sentarão no banco dos réus , nesta sexta-feira.