De acordo com as informações e documentos que a redação da NSISA REFLEXÕES teve acesso, No mês de abril do ano em curso, o Chefe DIIP no Zaíre, Superintendente-chefe Tito Miapia mandou apreender uma viatura cisterna que transportava o petróleo iluminante devidamente licenciada e com a documentação legal. O proprietário do produto que por questões de represálias manteremos em anônimato, inconformado com a situação, abriu queixa-crime contra o Chefe do DIIP, tendo anexado nos autos, os comprovativos de pagamento de avultadas somas em Kuanzas, transferidos na conta bancária do Chefe do Núcleo do DIIP/Rio Loge (sobrinho e mandatário do Chefe do DIIP do Zaíre), remetido à PGR Militar, mas o processo nunca conheceu o seu andamento normal, tem sido travado pelo seu amigo e conterrâneo, Procurador-Militar Dr. Eduardo Sachilombo.
Fontes bem posicionadas junto da polícia e automobilistas, fizeram constar a nossa redação que, o Superintendente-chefe Tito Miapia havia determinado uma taxa de pagamento para garantir a entrada de viaturas cisternas que transportam produtos petrolíferos, mesmo com documentos legais no Zaíre.
E para salvaguardar os seus interesses económicos, nomeou o seu sobrinho de nome Romaldo de Almeida Luís Dias, também conhecido por Dólar, como chefe do DIIP do posto fronteiriço do Rio Loge e que faz a cobrança aos contrabandistas e automobilsitas das cisternas que atravessam a fronteira em direção ao Zaíre. tal como as provas em anexo:
No dia 20 de maio de 2025, pelas 19h:5 recebeu uma transferência bancária de 800.000,00 pelo IBAN : 0044.0000.5030.6642.1018.5 do BFA.

No mesmo dia, 20 de maio de 2025, pelas 19h:30 recebeu outra transferência bancária de 400.000,00 pelo IBAN: 0044.0000.5030.6642.1018.5 do BFA.

No dia 11 de maio de 2025, pelas 17:34 terá sido feita a transferência de 100.000,00 para Sra. Goreth António Neto supostamente identificada como sobrinha do chefe do DIIP no Zaíre, Superintendente-chefe Tito Miapia.

Segundo uma denuncia feita pelo Advogado do motorista da cisterna ilegalmente apreendida no mês de Abril no Rio Loge e remetido ao gabinete do comandante Provincial que tivemos acesso, o Chefe do Núcleo do Rio Loge, Romaldo de Almeida Luís Dias, depois de receber os valores resultantes de cobranças ilícitas de taxas, desloca-se ao município do Ambriz na província do Bengo, onde faz as transferências e depositos nas contas do Chefe do DIIP e dos seus familiares. Infelizmente, tal processo-disciplinar resultante da denúncia documentalmente provada, foi arquivado.
A NSISA REFLEXÕES apurou também que, quiça por conflito dos esquemas de contrabando, no mês de abril de 2026, o Chefe do DIIP, Tito Miapia em plena formatura geral da polícia, agrediu fisicamente o actual Chefe de Secção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) do Comando Municipal de Mbanza Kongo. Posteriormente, o ofendido produziu uma informação/queixa e remeteu ao Gabinete do comandante Provincial para abertura de um processo-disciplinar contra o infractor, mas sem sucesso por ser seu protegido.
A fonte informou também que regista-se abuso de poder, violação constante do estatuto orgânico e do Regime Disciplinar do Agente da Polícia Nacional de Angola por parte do Chefe do DIIP no Zaíre, pois na sua chegada, sem razão aparente, desarmou duas pistolas que estavam na posse do então Chefe de Secção de Operações Interino, aquando da sua detenção e supostamente entregou-as aos marginais para práticas ilicitas ao seu benefício, todavia para fugir da responsabilidade criminal, instaurou processo-crime contra o antigo Chefe da Secretária Geral e apoio do DIIP, actual 2º Comandante Municipal do Kindeje. Quando foi questionado nos bastidores por alguns efectivos, afirmou ter sido orientado pelo 2º Comandate Provincial, Subcomissário David Francisco Chitundo, uma figura apontada como um dos seus protectores no cargo .

A NSISA REFLXÕES apurou que existem vários processos e provas documentais que atestam supostamente o envolvimento do Chefe DIIP no Zaíre, Superintendente-chefe Tito Miapia e o seu sobrinho, Chefe do Núcleo do DIIP/Rio Loge, Romaldo de Almeida Luís Dias, em esquemas de contrabando de combustível no Zaíre submetidos a PGR, porém o procurador militar, Dr. Eduardo Sachilombo para salvaguardar os postos de trabalho dos seus conterrâneos de Benguela, inverte os canones da jurisprudência. Os processos disciplinares e queixas-crime envolvendo o Superintendente-chefe Tito Miapia são constantemente arquivados na procuradoria militar e junto do gabinete do Comandante provincial da PNA, facto que levanta suspenções por parte do procurador como fiscal da legalidade a favor do estado e do comandante como fiscal primário do regime disciplinar do agente da polícia nacional na província.
