MINISTRA DA SAUDE LIDERA  ESQUEMA DE USURPAÇÃO DO TERRENO DE UM IDOSO NO  TALATONA

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 A ministra da saúde, SILVIA PAULA VALENTIM LUTUCUTA é acusada de liderar um esquema de usurpação de um  terreno com a extensão de 1.565 , propriedade  ao  senhor  ANTÓNIO REGIDEIRO ANASTÁCIO de 75 anos de idade, no município do Talatona na província de  Luanda.

António Regideiro Anastácio, é proprietário de uma parcela de terra vulgo prédio rústico, onde praticava agricultura familiar e pasto desde os anos 90, todavia em 2021 iniciou o processo de legalização junto das instituições afins tendo tratado o Título de Concessão de Direito de Superfície do Governo provincial de Luanda, Registo Predial do Tribunal de  Comarca de Luanda – ainda  fez  a publicação em Diário da República da Imprensa Nacional de Angola,  autenticação e  pagamento de  todos os documentos  ao Estado conforme o  histórico do Instituto Provincial de Gestão Urbana de Luanda (IPGUL).

Soube a redação da NSISA REFLEXÕES que,após a conclusão da legalização do espaço, no dia   02 de maio de 2024,  Anastácio foi  surpreendido pelos  fiscais  da Administração de Talatona  e  oito (8)  efectivos da polícia supostamente orientados pela ministra da saúde, Sílvia Lutucuta e  o antigo  Administrador municipal,  José De Oliveira Dos Santos Bastos,  sem alguma ordem judicial, retiraram  compulsivamente   os seus guardas   e sob forte ameaças de morte,  colocaram no local um outro corpo de seguranças  fortemente armados sob pena de tirarem a vida de quem ousasse entrar no espaço.

DIREITO DE SUPERFICIE PARTE
DIREITO DE SUPERFICIE PARTE 2

Em resposta ao ofício nº 25457/GAB.AMT.10.10.1233/2024 assinado aos 6 de maio de 2024 pelo antigo administrador municipal do Talatona, José De Oliveira Dos Santos Bastos,   que havia solicitado   a informação  sobre a  emissão da  licença de construção nº 0203/2024,  o director do Instituto  Provincial e Gestão Urbana de Luanda (IPGUL), Sr. Osvaldo da S. Lima.M. Fortes, servindo-se doofício  nº 0736 DADG/IPGUL/GPL/2024 de 16 de maio de 2024,  fez saber  que,  após ter-se consultado a base de dados cadastral e digital, existiam antecedentes e documentos no governo provincial de Luanda, em nome do Sr. António Regideiro Anastácio que serviram  como base à instrução do processo e  que deu origem a escritura de  concessão do direito de superfície e a licença de construção solicitada –  ainda no mesmo ofício,  o director do IPGUL, informou ao administrador  do Talatona que, não haviam quaisquer documentos ou registos em nome da ministra da Saúde  sobre o terreno   em letígio,  quer na base de dados cadastral e quer  digital naquela instituição, entretanto se   ela os dispunha, teria que apresentá-los e   justificar como os adqueriu.

Para a confirmação e assinatura do ofício do Instituto Provincial de gestão Urbana de Luanda em resposta ao administrador do Talatona

No dia 30 de setembro de 2024, o PCA do secretariado do Conselho de Ministros e Imprensa Nacional EP, Lando Sebastião Teta  em resposta ao ofício nº 88/Area.Adm.06.SIC.MININT/024 de 8 de julho  da Direção  Central de Operações do Serviço de Investigação Criminal  (SIC)  da polícia nacional,  confirmou que consta na  base de dados  daquela instituição a publicação do direito de superfície concedido  pelo Governo Provincial de Luanda a data dos factos sob pelouro do actual Ministro do Interior, Manuel Homem em nome de António Regideiro Anastácio conforme a III série nº 90 |6794 do diário da república de 15 de maio de 2024.

Diário da República em nome do Sr António Anastácio
Diário da República em nome do Sr António Anastácio

No dia 10 de Outubro de 2024, sob medida da Procuradoria-Geral da República – PGR, e  fruto do processo de litígio envolvendo a Senhora Sílvia Paula Valentim Lutucuta, foi apreendido o imóvel do  Sr. António Regideiro Anastácio, sito no município de Talatona, tendo inclusive, sido vetado o acesso ao terreno, ou seja, selado o acesso, no âmbito do processo-crime registado sob o nº 1317/022-D e 1420/022-06 por agentes do SIC fortemente armados.

Apuramos  que, em menos de três (03) horas, após cumprimento do referido Mandado de Apreensão nº 291/024 emitido pelo Ministério público  e  a selagem do Prédio Rústico,  em função dos indícios bastantes e irregularidades cometidas pela administração de Talatona e não só, verificou-se o rompimento e  a vandalização dos  selos colocados pelos especialistas do Lcc – acção esta,  protagonizada por desconhecidos alegadamente orientados pela   ministra da saúde e  administração local, tendo  em seguida o ex-administrador José De Oliveira Dos Santos Bastos, alocado  novo corpo de Segurança Privada totalmente armado no espaço.

Pasme-se que, a data da apreensão,  compareceu no local o Sr. Mauro Lucas, ex-administrador para área técnica e infraestrutura do referido município, este ao telefone com o ex-administrador, Bastos  procurou saber de onde eram os oficiais que estavam a cumprir o aludido mandado, desiludido com o que estava acontecer,  exclamava que este país é uma brincadeira e que ele já resolveria a situação,  porém dias depois  a requisição do processo  e o  despacho do dossiê foram arquivados.

Subquentemente, o advogado do Sr. António Regideiro Anastácio, intentou uma providência cautelar no Tribunal de Comarca de Belas desde 19 de Junho de 2024 sob o processo n.109/2024-A 4. Seccão,   e segundo fontes,  até ao momento não tem resposta, mesmo após a reclamação.

Segundo apuramos,  o esquema tem como  articuladora a Sra. FELIZMINA MARIA VALENTIM LUTUKUTA, irmã da ministra  da saúde e  docente universitária da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto em Luanda que,  em colaboração com o  ex-administrador do Talatona,  Sr. José  De Oliveira Dos Santos Bastos Bastos,  ex-Adm.Muni. Adj.P/área Téc. Infra-Estruturas, Sr. Mauro Lucas funcionários  do Gabinete júridico e o  empresário JOÃO CARLOS DE ANDRADE, representante da empresa de construção J.C Andrade,    elaboraram   uma procuração  a fim de que em representação da suposta titular do espaço, fosse possível servir-se da sua influência nos bastidores das  instituições de justiça. Posteriormemte, a Sra. FELIZMINA MARIA VALENTIM LUTUKUTA, contratou o seu colega Dr. HERMENEGILDO CACHIMBOMBO,  tamb+em docente na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto e Advogado do escritório CK-Advogados, ANTÓNIO JOAQUIM KALIQUEMALA, Advogado do escritório CK-Advogados e VANDRO JOAQUIM CAPATELA ANTÓNIO,  Chefe de Departamento de Contencioso do Gabinete Jurídico e Intercâmbio do GPL  e  que também  é  Advogado do escritório CK-Advogados, para  bloquear  todos os ofícios submetidos ao Governo provincial de Luanda, no entanto estrategicamente,  até ao momento,   nenhuma reclamação ao GPL teve  resposta.

Em sequida, a equipa em representação da ministra da saúde,  submeteu um recurso a 3ª secção do  Tribunal da relação de Luanda, onde trabalha  como procuradora, a Sra. EURIDICE CACHIMBOMBO, esposa do Sr. HERMENEGILDO CACHIMBOMBO, advogado do caso e colega da irmã da  ministra, Sra. FELIZMINA MARIA VALENTIM LUTUKUTA, na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto em Luanda –   o colégio de Juízes do Tribunal da relação, encabeçado pelo Juiz Rui Alberto Fernandes de Moura, decidiu a favor da ministra tendo anulado todos os documentos do ancião de 75 anos, facto que o obrigou  a submeter um recurso ao Tribunal Supremo em que também,  vê-se bloqueado nos bastidores do poder  até a data presente .   

A fonte fez-nos constar que  em Novembro de 2024,  o empresário JOÃO CARLOS DE ANDRADE, identificado  como afilhado  do Dr.Abel Epalanga Chivukuvuku, seus comensais  ZENILDO e EVERSON cidadãos brasileiros, entraram em contacto com os queixosos e  sem receio algum, desvendaram a manobra e todas  as estratégias dos bastidores para se apoderarem do terreno em nome da Ministra da Saúde – na ocasião,  desvendaram que  tinham como peça chave e  testemunha, Sr. José Oliveira do Santos Bastos ex-administração de Talatona – informaram ainda  que, os Advogados do Sr. Hermegildo Cachimbombo, dentro de um esquema bem articulado,  já haviam criado  Lobby no Tribunal da Relação de Luanda com o Juiz da causa Rui Alberto Fernandes de Moura,  para anular todos os documentos do ancião e que todos os recursos interpostos pelos titulares seriam barrados,  porque já havia um grupo na Administração de Talatona e Tribunal da Relação de Luanda,  procedia e cumpria escrupulosamente com todas as orientações dos mandantes.

Para matarem o caso e não haver processo na justiça no sentido de não serem chamados a juízo,   o ex-administrador  do Talatona foi constituído como  representante  das figuras  que não podiam mostrar os rostos, porquanto também  orientavam o Sr.  João Carlos de Andrade e outros a fim de que  persuadissem  os legítimos titulares do prédio rústico mediante os seguintes acordos :  

A empresa de construção JC ANDRADE LDA.  do senhor JOÃO CARLOS DE ANDRADE   ficaria com a  parte das residências que seriam edificadas pela sua  empresa, uma vez que o mesmo já era detentor de vários projectos que inicialmente não se concretizaram e outros não concluídos, bem como deveriam receber ainda AOA 700.000.000,00 (Setecentos milhões de kwanzas), por estarem envolvidos altas figuras incluindo juízes.

Os  mediadores sob liderança do Sr. JOÃO CARLOS DE ANDRADE,  deixaram claro que  a família do idoso Anastácio,   o esquema no Tribunal da relação de Luanda,  já estava tão bem montado  e e eles controlavam tudo, porque pagavam para o efeito e, quando existisse um dossiê da mesma natureza ao seu desfavor,   compram até  as sentenças .

Para imposição do medo ao idoso Anastácio e  a sua família, envolveram-se altas patentes da polícia nacional (PNA), tais como ex-camandante municipal  de Talatona, Joaquim do Rosário, 𝗚𝗼𝘂𝗿𝗲𝘁𝗵 𝗙𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗼 e Superintendente-Chefe Mateus Domingos João que actuavam como  mandantes dos agentes do serviço de investigação criminal (SIC)  e agentes da polícia da ordem pública sempre que fosse necessário.

Em respeito ao direito de contraditório, a nossa redação contactou a ministra da saúde, Dra. Sílvia Lutucuta,  via whatsApp, porém a mesma vizualizou a mensagem e manteve-se em silêncio.

Contactou  o empresário, JOÃO CARLOS DE ANDRADE, via whatsApp e após alguns dias, delegou o seu advogado que responde pelo nome de Helder Neto, após a conversa, agendou-se uma reunião com o seu constituinte João Carlos Andrade a fim de que respondesse algumas questões ao contraditório, entretanto até a data presente  nunca mais pronunciaram-se a respeito.

Contactou-se também o antigo administrador do Talatona, José  De Oliveira Dos Santos Bastos que respondeu as mensagens via WhatsApp e tendo dito  que nada tem a  temer, porque agiu em conformidade com a lei e garantiu anulação dos documentos em nome idoso António Anastácio, porém sem dar mais detalhes sobre o assunto.

Jeronimo Nsisa

Jeronimo Nsisa

Jornalista investigativo /Activista dos direitos humanos

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