O antigo comandante provincial da polícia nacional em Luanda , Francisco Ribas é acusado de estar envolvido na prática de invasão e pilhagem de terras pertencentes à empresa Konda Marta, tendo supostamente construído um condomínio.
Francisco Ribas da Silva, depois da publicação de uma matéria que arrola o seu nome na problemática de invasão de terras ao ser Comandante Provincial da Polícia Nacional em Luanda, imputou um processo-crime contra o diretor do Jornal Hora H.
Em 2024 a notícia foi veiculada por diveros orgãos e a denúncia pública que terá servido como fonte apontava o Comandante Provincial Francisco Ribas, ex-Cmdt Joaqui de Rosário do Talatona, ex-ministro do Interior Eugenio Laborinho e o Bento Bento antigo Secretario do MPLA todos apontados como invasores envolvido na ocupação ilegal de terrenos da empresa Konda Marta, localizada no Camama, imediações do Campus Universitário junto ao estádio 11 de novembro em Luanda.
A nossa redação soube da Repórter Angola que , uma fonte junto do SIC informou q que Escrivão José, Director do Jornal Hora H, e a jornalista Ana Costa, foram inicialmente constituídos como declarantes, mas constituídos arguidos após audiência desta terça-feira 30 de Setembro, no processos nº 1095/024-02-SIC e 543/024-C-PGR, tem como queixoso o actual Comandante-Geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas .

De acordo com as declarações de Escrivão José, director Jornal Hora H à NSISA REFLEXÕES, informou que com esta intimação, o orgão detém 30 processos de perseguição política e intimidação mesmo cumprindo as regras jornalísticas como emana a lei de imprensa, pois fomos surpreendidos com o andamento do processo, porque no início fomos notificados a fim de comparecermos no SIC como declarantes e agora consta-nos que existe um processo oficial que nos constituí como arguidos antes mesmo de sermos ouvidos sobre o caso das invasões de terras.

Escrivão José fez saber que, em 2024, antes da publicação da matéria, o órgão enviou uma nota de contraditório ao antigo Comandante Provincial da polícia de Lunada, Francisco Ribas, entretanto , até a data presente nunca teve uma resposta. Depois de 18 meses ter tido outras informações em que o acusavam novamente sobre o mesmo caso, o jornal o contactou via telefone e tendo se recusado a prestar declarações – porém apenas dizia que :
“Não vou perder tempo para responder estas acusações, porque até já existe um mandado de detenção e todos eles serão detidos”. O jornalista realçou que foi a única resposta que recebeu do Comandante Ribas ao longo da solicitação do contraditório.

O Director do Jornal Hora H reafirmou que não teme as acusações nem o processo em curso, sustentando que o jornal cumpriu com o dever de informar e com as regras da deontologia jornalística.
Escrivão ainda disse esperar-se que “ este processo não seja um ataque político à liberdade de imprensa ou mesmo uma encomenda para prejudicar a Direção do Jornal Hora H, como já anteciparam no processo que corre no Serviço de Investigação Criminal, onde já foram constituídos arguidos”.
Francisco Ribas é acusado de invadir as terras da Empresa Konda Marta, desde o tempo em que era Comandante Provincial de Luanda, foi aliciado no negocio dos condomínio pelo comparsa antigo Comandante Joaquim de Rosário, após prisão ilegal do proprietário do espaço Tenente-Coronel Daniel Neto, tendo, segundo a matéria, agido sob ordens do então ministro do Interior, Eugénio Laborinho, conforme tinha denunciado o proprietário, Tenente coronel das FAA, Daniel Neto.